terça-feira, 29 de abril de 2014

O que é Dumping e Platô?

Antes de decidir fazer a gastroplastia, pesquisei bastante sobre todos os prós e contras, sobre os efeitos colaterais e vi muitos e muitos depoimentos de pessoas que passaram pelo mesmo procedimento que eu. Pesquisar é importante, mas é claro que só saberemos mesmo o que será a nossa vida depois da gastroplastia, depois da gastroplastia.
Nas minhas pesquisas pela internet me deparei muitas vezes com os termos Dumping e Platô, que são "efeitos colaterais" e companheiros de muitos gastroplastizados, mas o que é isso? Achei uma matéria bem interessante sobre os dois e vou postar aqui pra vocês... Espero não passar por nenhum deles, apesar que Platô é inevitável para quem perde peso, mas se passar, enfrentarei sempre pensado no positivo.

Síndrome de Dumping

É uma complicação comum após a cirurgia bariátrica e faz com que ocorra a passagem do conteúdo gástrico que está no estômago para o intestino de forma muito rápida.

Nesse caso, deve-se evitar principalmente o consumo de alimentos que sejam ricos em carboidratos e açúcar. A síndrome de dumping pode ser dividida nas formas precoce ou tardia e é o resultado das alterações feitas no procedimento de armazenar do estômago. Pode ser diagnosticada por meio dos sintomas que são apresentados pelos pacientes submetidos à cirurgia gástrica. 

Pode causar sonolência, fraqueza, náuseas, cólicas intestinais, desmaios e diarreia, após a pessoa ter se alimentado. Entretanto, nem todos têm a mesma reação e os sintomas variam de um paciente para o outro. O tratamento dever ser feito com base em uma dieta alimentar e a criação do hábito de descansar após as refeições para atrasar o esvaziamento estomacal.

Dumping precoce

Ocorre por volta de 30 a 60 minutos após a refeição e pode ser decorrente do esvaziamento gástrico levando a desvios do líquido intravascular para a luz do intestino. Isso resulta em uma distensão muito rápida do intestino delgado, aumentando as contrações do intestino. Seus sintomas são diarreia, náuseas, cefaleia e rubor.

Dumping tardio

Pode ocorrer de 1 a 3 horas após as refeições e a oferta rápida de alimento para o intestino delgado causa uma alta concentração de carboidratos no intestino delgado proximal e na absorção da glicose. Os altos níveis de insulina causam uma hipoglicemia subsequente. Seus sintomas são tremores, dificuldades para se concentrar, redução da consciência, fome e perspiração.

Efeito Platô

É o nome dado quando o peso corporal do paciente se estabiliza devido a sua adaptação à restrição dos alimentos. Isso causa a sensação de não estar mais perdendo peso após um período. Porém, o paciente deve continuar realizando a dieta saudável, pois o corpo irá reiniciar o ciclo de emagrecimento. Além disso, as atividades físicas devem ser mantidas.


inf: http://cirurgia-bariatrica.info/mos/view/S%C3%ADndrome_de_Dumping/

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ultimo retorno com o médico antes da cirugia!

Boa noite pessoal!

Hoje estive no gastro para acertar os últimos detalhes antes da cirurgia, entreguei o termo de consentimento, assinado por mim e por um familiar, ele marcou a hora da minha internação as 6h da manhã !!!! Hora provável da cirurgia as 8h.

Disse pra eu fazer a dieta liquida a partir de amanhã, NADA DE DESPEDIDA foi isso que ele disse :-(

Sempre que saio de lá, fico tranquila, mas quando chego em casa bate o frio na barriga de novo, sempre aquele medinho, mas é normal né?

Agora é esperar que logo tudo dará certo e eu estarei iniciando minha nova vida como gastroplastizada! :3

Só mais 2 dias!!!!!


sábado, 26 de abril de 2014

Apreciando a comida!

Hoje fui ao shopping com uma amiga para almoçar e um cineminha, eu estava a muito tempo desejando comer bife a parmegiana, não sei se é porque fazia muito tempo que não comia um ou se estava mesmo com aquele sentimento de "aproveita enquanto pode". Engraçado que só a possibilidade da restrição nos faz mastigar e apreciar a comida de um jeito diferente, comi o tal bife saboreando como nunca antes, e no final do almoço me senti satisfeita como nunca.
Nunca fui uma pessoa de comer muito, mas sim de comer errado, muito fast food, muito sorvete (minha maior tentação) e muito refrigerante, quando fui na consulta com o gastro falei pra ele que eu era gorda porque gostava de comer, acho hipocrisia falar que gordo não come, com exceção é claro para aqueles que tem problemas de saúde e acabam engordando por causa disso, o que não é o meu caso, passei muito tempo depressiva e isso agravou a minha obesidade, mas não foi só isso, comer errado e ficar muito tempo sem comer e sem praticar atividade fisica foram os fatores mais determinantes.
Engraçado que você encarar as suas fraquezas de frente e admitir que você tem um problema com a alimentação, dá um alivio ENORME e é o primeiro passo para buscar ajuda, foi o que eu fiz, assumi que tenho um problema e busquei ajuda. Não é a forma mais fácil, ao contrário do que todos pensam, mas é o que se adequou a minha necessidade hoje.
Então segurando a ansiedade e contagem regressiva...

A propósito assisti Nóe, que filme INCRÍVEL super recomendo... :-)

Faltam 4 dias!!!

Bj e bom domingo pra vcs!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mitos e verdades sobre a Cirurgia Bariatrica

Achei bem interessante essa matéria na SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)


Em um ano de pós-operatório, o paciente normalmente engorda.
Mito.
Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares.

Perde-se mais peso nos primeiros seis meses.
Verdade.
A perda mais significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses. Daí a importância de o paciente seguir com disciplina as recomendações médicas nessa primeira etapa do pós-operatório.

A mulher pode engravidar no pós-operatório.
Verdade.
A paciente é liberada para engravidar sem riscos após 15 meses de pós-operatório. Durante esse período, recomenda-se a anticoncepção. No entanto, os anticoncepcionais orais (pílulas) devem ser evitados.

Sempre é possível fazer a cirurgia videolaparoscópica.
Verdade.
Somente em situações especiais não é possível realizar esse tipo de cirurgia. É o caso, por exemplo, de pessoas submetidas a cirurgias abdominais prévias.

A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia.
Mito.
Não existe uma tendência. Se o paciente ficar deprimido, isso pode ocorrer devido a fatores desconhecidos, que devem ser investigados por psicólogo ou psiquiatra.

Há tendência à anemia no pós-operatório.
Verdade.
De fato isso ocorre. Entre os pacientes, as mulheres têm maior tendência à anemia, por causa da menstruação, perda de ferro e pouca presença de carne vermelha na dieta. Essa situação pode ser minimizada com a ingestão de alimentos ricos em ferro, ou, se necessário, com a utilização de suplementos vitamínicos.

Depois da operação, é comum a intolerância a leite.
Mito.
Normalmente não há reações adversas ao consumo de leite e derivados. Esses alimentos são, inclusive, recomendados, sobretudo para as mulheres, como fontes de cálcio.

O apoio da família e à família é indispensável.
Verdade.
Deve-se prestar toda a assistência e orientação à família do paciente, oferecendo o máximo de informações solicitadas e, quando necessário, também consulta psicológica. Os novos hábitos a serem adotados pelo paciente devem ser compartilhados e estimulados por todos que convivem com ele.

A cirurgia causa problemas renais.
Mito.
Não foi observada tendência a problemas renais.

O paciente sente muitas dores no primeiro mês do pós-operatório.
Mito.
Normalmente, as dores se manifestam somente no primeiro dia do pós-operatório. Isso acontece porque o abdômen precisa ser inflado com gás carbônico na cirurgia por videolaparoscopia, para possibilitar a melhor manipulação dos órgãos internos.

O paciente que sofre de gastrite pode ser operado.
Verdade.
Não há restrição cirúrgica para paciente com gastrite.

Depois da cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva.
Mito.
Nem sempre é necessário fazer cirurgia plástica após o procedimento bariátrico. Cada caso deve ser avaliado criteriosamente pela equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento.

Durante a videolaparoscopia, há situações em que é preciso converter a cirurgia em procedimento aberto.
Verdade.
Algumas situações exigem que o cirurgião converta a videolaparoscopia em procedimento aberto. Essa decisão é baseada em critérios de segurança e só pode ser tomada durante o ato operatório


fonte: http://www.sbcb.org.br/cbariatrica.php?menu=12

Falta pouco agora

Hoje fui na pericia do convenio, acho que correu tudo bem, já que eu estou dentro de todos os pre-requisitos para a cirurgia, confesso que a cada dia que passa vai batendo mais aquele friozinho na barriga, mais pelo procedimento mesmo do que pelo pós, mas acredito na equipe médica e tenho fé em Deus que tudo dará certo.
Ontem me bateu uma certa tristeza, porque minha mãe não virá para ficar comigo, os motivos não cabe serem explicado aqui, então terei que ficar sozinha no hospital, to pensando o quanto vai ser difícil, mas amém, tenho pensando no positivo, no resultado e buscado forças nisso.
Nem sempre as coisas são como a gente quer não é mesmo, minha irmã vai ficar comigo por alguns dias depois da cirurgia,ela acabou de ganhar neném não tem nem 1 mês, então me ajudará no que pode, ter família pequena é um problema nessas horas. :-)

Bom é isso por enquanto, bjs e bom final de semana a todos... Faltam 5 dias!!!!




terça-feira, 22 de abril de 2014

Escolha do método certo

Bom a escolha do melhor tipo de cirurgia pro meu caso foi feita principalmente pelo médico, ele escolheu a Bypass que liga o estomago ao intestino, no começo eu não gostei muito da ideia e queria fazer a sleeve (redução do estomago apenas), mais por causa da minha história de endometriose, que me levou a passar por uma retossigmoide (retirada de um pedaço do intestino) e o pós foi muito ruim e um pouco traumático até, mas depois de muito pesquisar e de o próprio médico me tranquilizar falando que o procedimento dessa vez é menos difícil, resolvi aceitar, visto que a perda de peso no meu caso é muito grande e esse método me ajudaria a alcançar o peso ideal mais rápido.

Confiar no medico escolhido nessa hora é fundamental, conhecer pessoas que passaram pelo mesmo procedimento também, pesquisei muito, vi vários videos no youtube de pessoas que fizeram a bypass e isso me tranquilizou também, é claro que cada caso é um caso, mas vou ter fé que tudo correrá bem. Outro ponto que também me ajudou aceitar o método escolhido foi que os dois tem o mesmo pós operatório, copinhos por um bom tempo..rsrsrrss...

Sei que terei que ficar tomando vitaminas pro resto da vida, mas acho que é um preço bem pequeno a pagar em troca de uma vida mais saudável e ativa.

Rumo a uma nova vida... faltam apenas 9 dias!!!

Algumas coisas que precisamos saber sobre a cirurgia

Achei bem interessante essa reportagem sobre a cirurgia e quero compartilhar com vocês.


1. Quais os pré-requisitos para indicação de cirurgia para tratamento da obesidade?"A indicação da cirurgia, independente da técnica, é baseada em quatro fatores: grau de obesidade, tempo de evolução da doença, tentativas de tratamentos anteriores e a presença de doenças associadas", explica o cirurgião do aparelho digestivo Denis Pajecki, membro do Departamento de Cirurgia Bariátrica da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

2. O que define a escolha de uma ou outra técnica?Primeiramente, é necessário reforçar que a escolha da técnica a ser usada é do médico e não do paciente, afirma o cirurgião bariátrico Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). "Só ele saberá avaliar qual o melhor procedimento para tratar a obesidade e possíveis doenças associadas, como diabetes, sem oferecer grandes riscos ao paciente", aponta. Um paciente que precisa perder muito peso, por exemplo, deveria ser submetido ao tipo de cirurgia bariátrica mais invasivo, pois ele resulta em uma perda maior da porcentagem de peso. Se esse paciente apresentar idade avançada, entretanto, o médico pode optar por um procedimento menos complexo para não colocar a vida do indivíduo em risco. "A escolha é feita caso a caso e depende de inúmeras variáveis", complementa.

3. Qual o tipo mais complexo e o menos invasivo?
Segundo explica o cirurgião bariátrico Almino, a cirurgia bariátrica com Banda Gástrica Ajustável é a mais simples de todas e, consequentemente, a que leva a menor porcentagem de perda de peso. Em segundo lugar, vem a Gastrectomia Vertical, que já inclui corte, sutura e uso de grampos. Depois dela, a mais complexa é a cirurgia bariátrica com Bypass Gástrico que além da redução do estômago também cria um desvio no intestino do paciente. Por fim, a que leva a maior porcentagem de perda de peso, mas que também é a mais complexa é a cirurgia com Derivação Bileopancreática, pois o desvio do intestino é maior do que o da anterior. Veja na galeria ao fim desta matéria como funciona cada uma das técnicas.

4. Quanto tempo dura cada procedimento?
O tempo de duração de cada tipo de cirurgia bariátrica varia de acordo com as condições do paciente, de possíveis complicações e do médico que realizará o procedimento. De forma geral, entretanto, o cirurgião bariátrico Almino aponta que a banda gástrica leva cerca de 30 minutos, a gastrectomia vertical em torno de uma hora, o by-pass por volta de uma hora e meia e a derivação bileopancreática cerca de duas horas e trinta minutos.

5. Qual a anestesia usada em cada tipo de cirurgia bariátrica?
Segundo o endocrinologista Josivan Lima, membro do departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a cirurgia bariátrica pode ser uma cirurgia aberta ou realizada por vídeo-laparoscopia e, portanto, requerem o uso de anestesia geral.

6. Como ocorre a perda de peso?
De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Denis, a perda de peso ocorre por conta da restrição alimentar a que o paciente é submetido com a cirurgia, a menor absorção de nutrientes e do aumento do metabolismo. Com a Banda Gástrica há perda de 20 a 30% do peso inicial; com a Gastrectomia Vertical, 30 a 40% do peso inicial; com o Bypass é possível perder de 40 a 45% do peso inicial e com a Derivação Bileopancreática, o paciente perde de 40 a 50% do peso inicial.

7. Todos os tipos de cirurgia bariátrica ajudam no controle do diabetes tipo 2?
"Pacientes com obesidade e diabetes tipo 2 que se submetem a qualquer um dos tipos de cirurgia bariátrica apresentam melhora do quadro de diabetes, pois a própria gordura gerava resistência à ação da insulina", aponta o endocrinologista Josivan. Se o controle será total ou parcial, depende de inúmeros fatores, como idade, gravidade do diabetes, tempo de convivência do paciente com o problema, etc. De modo geral, as cirurgias com desvio intestinal (Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática) são as mais eficazes no controle da doença por meio do estímulo à produção de hormônios.

8. Como é o pós-operatório?
"Depois que a cirurgia bariátrica passou a ser feita com vídeo-laparoscopia, a recuperação do paciente melhorou muito, pois de incisões de 15 ou 20 centímetros, passamos a quatro ou cinco furinhos de um centímetro cada no abdômen", aponta o cirurgião bariátrico Almino. Assim, o tempo de internação costuma durar dois ou três dias e atividades rotineiras podem ser retomadas após um período de 10 dias. Carregar muito peso ou fazer exercícios intensos são liberados apenas depois do primeiro mês.

Em relação à dieta, há algumas recomendações básicas também. Na primeira semana, o paciente deve se alimentar apenas com líquidos. Na segunda, as refeições se tornam mais cremosas. Na terceira, podem ser consumidos alimentos com a consistência de um purê. A partir da quarta semana, começam a ser introduzidos alimentos sólidos na dieta. O objetivo é que o paciente tenha uma dieta equilibrada a partir das fases de adaptação. A suplementação costuma ser necessária também e deve ser alinhada com o profissional que participa do programa de emagrecimento do paciente.

9. Há risco de engordar novamente?De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Denis, uma recuperação de 10 a 15 quilos do peso mínimo atingido é considerado normal. "Ganhos mais acentuados estão, na maior parte das vezes, relacionados ao abandono do programa e à adoção de maus hábitos, como consumo excessivo de carboidratos e intervalos grandes em jejum", explica.

inf: http://www.minhavida.com.br/

Tipos de Cirurgia Bariatrica

São aprovadas no Brasil quatro modalidades diferentes de cirurgia bariátrica e metabólica (além do balão intragástrico, que não é considerado cirúrgico):
 Bypass gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

Estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia. O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a 45% do peso inicial.
Nesse procedimento misto, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.
Uma curiosidade: a costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.
• Banda gástrica ajustável

Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa 5% dos procedimentos realizados no País. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20% a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes. Instala-se anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago, que aperta mais ou menos o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago.
• Gastrectomia vertical 

Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml). Essa intervenção provoca boa perda de peso, comparável à do bypass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável.  É um procedimento relativamente novo, praticado desde o início dos anos 2000. Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lípides (colesterol e triglicérides).
 Duodenal Switch

É a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago são retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.

 Terapia auxiliar - Balão intragástrico
Reconhecido como terapia auxiliar para preparo pré-operatório, trata-se de um procedimento não cirúrgico, realizado por endoscopia para o implante de prótese de silicone, visando diminuir a capacidade gástrica e provocar saciedade. O balão é preenchido com 500 ml do líquido azul de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento, será expelido na cor azul pela urina.
O paciente fica com o balão por um período médio de seis meses. É indicado para pacientes com sobrepeso ou no pré-operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2).

Inf: http://www.sbcb.org.br/

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pré-operatório da bariatrica

Passei 2 anos pesquisando e tomando coragem para fazer a cirurgia de redução de estomago. Depois de inúmeras pesquisas e algumas amigas que fizeram, resolvi tomar coragem e começar os preparativos, mas achei que fosse ser mais rápido, minha primeira consulta com o gastro foi em dezembro, e só agora que consegui marcar a data da cirurgia para 01/05.
No começo a demora estava me deixando ansiosa, mas pensando positivo foi mais um tempinho pra me preparar, agora com a aproximação da data, tenho sentido aquele medinho normal, afinal é um procedimento cirúrgico com anestesia geral, então não é brincadeira, o frio da barriga é inevitável.
A demora se deu por conta de todas as consultas com especialista e exames necessários, além é claro do acompanhamento com psicologa que é fundamental.
Passei com endocrinologista que pediu mais exames do que eu tinha feito na vida inteira, foram 16 tubinhos de sangue, praticamente uma doação. Depois o cardiologista que teve a coragem de pedir teste ergometrico, agora pensem em uma pessoa que pesa 120kg e é completamente sedentária andando em uma esteira, foi a treva, não consegui nem 4 minutos...kkkkkkk... mas era necessário, depois a consulta com nutricionista que fala como será a nova alimentação pós-cirurgia e finalmente as consultas com o psicologo.
Todos tem que emitir um laudo atestando que você está apto a fazer a cirurgia, se estiver tudo ok, é marcar e aguardar.
Todas as pessoas que eu conheço e que fizeram dizem que se arrependem de não terem feito antes, que é dificil mudar os hábitos, e que os resultados dependem de nós mesmo, porque apesar da limitação fisica, quando não mudamos nosso estilo de vida sempre acharemos um jeito de burlar as regras.
Espero ser forte e que os resultados sejam positivos...
Bom é isso... Boa semana!!!

O que é Cirurgia Bariatrica

Conhecida também como cirurgia da obesidade e cirurgia de redução do estômago. Quando a obesidade já chegou a um nível crítico e as atividades físicas não causam efeito, é necessário uma intervenção médica como a cirurgia bariátrica (baros=peso). É recomendada, principalmente para pacientes com o índice de massa corporal superior a 40.

O excesso de peso pode trazer agravamentos médicos como a hipertensão, diabetes e disfunções respiratórias. O tratamento contra a obesidade é considerado clínico, ou seja, é necessário que ocorra a reeducação do paciente na forma física, psicológica e nutricional.
A primeira cirurgia bariátrica foi realizada por Kremen e Liner em 1954. Nessa ocasião, o procedimento foi feito com o intuito de promover a redução de peso e foi utilizado o by-pass (desvio) do intestino. Em 1982, foi feita a inserção de um método cirúrgico que se tornou bastante utilizado ao longo dos anos, a gastroplastia vertical com bandagem. Esse método é simples e com poucas complicações. No início dos anos 90, surgiu um novo tipo cirúrgico que utilizava os mecanismos associados à restrição dos alimentos e a má absorção dos nutrientes. Foi desenvolvida por Rafael Capella e o método tem seu nome sendo bastante utilizado atualmente.
A cirurgia bariátrica não tem fins estéticos, é uma cirurgia que vai alterar o hábitos e a qualidade de vida do paciente com o objetivo de fazê-lo ter uma vida mais saudável e longa. Os métodos para o tratamento cirúrgico contra a obesidade são bem radicais e devem ser feitos em condições extremas, ou seja, quando o paciente não consegue mais reduzir seu peso sozinho e corre risco de morte devido à obesidade.
A cirurgia é dividida em dois tipos de abordagem. A abordagem aberta - aquela onde é feita uma incisão no abdômen - e a videolaparoscópica. Nesse segundo tipo de abordagem, uma câmera é colocada no abdômen para que o médico visualize a cirurgia por um monitor e nele, há menos dor no pós- operatório e uma rápida recuperação. É uma cirurgia cara e poucos hospitais administrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) realizam o procedimento.

Pré-Requisitos para a Cirurgia Bariátrica
Para ser submetido aos tratamentos cirúrgicos, o paciente deve:

-Estar com 45kg acima do peso ideal ou com o IMC de 40 ou superior a isso; 
-Pacientes com IMC de 35, mas que tenham problemas de saúde relacionados à obesidade;
-Estar na faixa etária de 16 a 60 anos;
-Histórico em não conseguir perder peso;
-Não possuir nenhuma doença que seja contraindicada para a cirurgia;
-Avaliação clínica completa e exames pré-operatórios.
É uma cirurgia não recomendada para pessoas que tenham cirrose hepática, problemas graves no pulmão, lesão no músculo cardíaco e insuficiência renal.

INF: http://cirurgia-bariatrica.info

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Olá pessoal!!! 

    Depois de muito tempo sem aparecer por aqui, me surpreendi com a quantidade de visualizações que o blog que fiz em um momento difícil da minha vida, teve. Fico feliz que minha experiencia tenha sido lida por tantas pessoas e espero sinceramente que eu tenha levado um pouquinho de informações sobre essa doença silenciosa que é a endometriose. Agora 4 anos depois da histerectomia total, não tenho mais sintomas, só os da menopausa que foram muito ruins nos 2 primeiros anos, os calores noturnos, a suadeira são muito ruins, mas você acaba se adaptando. A dor de não poder mais ter filhos é eterna, sempre que alguém próximo fica gravida, vem aquela tristeza de não ser você, mas acredito que Deus tem um propósito para todos nós, ainda não sei qual o meu mas, continuo acreditando. Bom junto com a menopausa veio o ganho de peso, que aliado a depressão pós cirurgias me fizeram ganhar 30 kilos, agora me preparo para mais uma etapa de mudanças, a gastroplastia. Tenho me preparado a dois anos, venho sempre adiando a decisão de fazer a cirurgia de redução de estomago, mas cheguei no estagio de querer me sentir bem fisica e emocionalmente e ela vai ser minha aliada nessa luta. Mas porque tomar essa decisão, simples, não tenho condições fisicas para pegar firme nas atividades fisicas, estou com o joelho comprometido pelo excesso de peso, tenho 3 pinos no tornozelo esquerdo e um desvio na coluna que não me permite ficar muito tempo em pé, trocando em miúdos... estou bixada..kkkkkkk Aos poucos vou contando pra quem quiser ler como vai ser esse caminho novo que minha vida vai tomar. Bj e que Deus nos abençoe a todos! Adriana.