quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um resumo da minha história

Abr/09 - Dia 23 de abril senti uma dor muito forte na região do abdomem, depois de 6 horas no PS descobriram que eu tinha um cisto hemorrágico no ovário direito que media 5cm e eu estava apresentado uma infecção no sangue que poderia se espalhar para os outros orgãos, fui encaminhada pra cirurgia imediatamente onde a médica viu que além do cisto eu tinha aderencias no intestino, ovário e utero. Fiquei internada por 8 dias com medicação forte para conter a infecção no sangue. Sai do hospital bem, sem nenhum sintoma, nenhuma dor.

Set/09 - Voltei a sentir fortes dores na região lombar no mês de julho, mas achei que fosse dor na coluna, passei no ortopedista mas o diagnóstico dele não justificava a dor que eu sentia. Depois de 10 dias a dor se localizou no baixo ventre, começou como uma cólica mas a 15 dias ela se intensificou ao ponto de ser insurportavel, os analgésicos não faziam mais efeito. Fui pro PS no dia 08 e depois de uma ultra detectaram um cisto no msm ovário mas agora com quase 7cm, me desesperei e comecei a chorar. Depois de 5 meses de uma cirurgia e recuperação dificeis, recebi a noticia que teria que passar por tudo de novo, diagnóstico: endometriose severa(não tem cura, mas tem tratamento pra aliviar os sintomas), no meu caso mais uma cirurgia de emergencia realizada no dia 09, depois mais uma noticia, tiveram que retirar minhas trompas e o meu ovário direito e uma parte do esquerdo, fiquei sem chão, chorei muito e ainda choro, vou passar por um tratamento dificil por 6 meses depois disso mais uma cirurgia e depois mais tratamento... Dias dificeis estão por vir, mas tenho fé que vou sair vencedora.

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALEÇE.

Se Deus me deu essa batalha pra lutar, é pq acredita que posso vencer.

Dez/09 - Acho que Deus está com a balança quebrada....rsrs... Janeiro começa e bateria de exames, mais uma cirurgia, agora mais agressiva com internação por no minimo 7 dias só a base de soro, sem poder comer nada... O vida dificil... Mas no fim de um jeito ou de outro tudo dará certo....

Abr/10 - A cirurgia de janeiro foi de longe a coisa mais dificil pela qual passei até hoje, fiquei 10 dias internada, 3 na UTI e 5 na Semi- Intensiva, senti dores atrozes nem morfina dava conta, a cirurgia durou 6 horas e tiveram que fazer um corte de 30 cm na minha barriga, sai da mesa de cirurgia sem meu utero, sem o ovário que tinha restado e sem 16 cm do meu intestino. Passei 7 dias sem comer e beber absolutamente nada. Sai do hospital sem forças, acabada e triste por nunca mais poder ser mãe.

Hoje estou oficialmente na menopausa aos 34 anos e fazendo reposição hormonal, é muito dificil as ondas de calor são quase que insuportaveis, o meu humor ta pior que montanha russa, não durmo direito, estou deprimida e desanimada.

Não sei o que Deus quis me mostrar com toda essa provação, só sei que a cada dia vejo o quanto posso me superar...


OBRIGADA PELO CARINHO E ORAÇÕES QUE TENHO RECEBIDO DE PESSOAS ESPECIAIS...AMO CADA UMA DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O papel da dieta na endometriose

Por Cristiane M. Godoy - Nutricionista Clínica do IPGO

Desconfia-se que o estilo de vida da mulher moderna como stress, falta de atividade física e má alimentação contribui para o desenvolvimento da endometriose. Aliado aos altos níveis de poluentes no ar e à adição de agrotóxicos nos alimentos, ocasiona o enfraquecimento do sistema imunológico, também fator desencadeador da endometriose. Desta forma, a alimentação tem um papel importantíssimo no aumento e manutenção da imunidade como também no favorecimento de um peso adequado, já que o aumento de tecido adiposo produz excesso de hormônios femininos que agravam a doença. Manter o intestino funcionando normalmente é imprescindível, uma vez que a retenção do bolo fecal no intestino aumenta a absorção de toxinas, muitas delas imunossupressoras.

A mulher que tem endometriose pode se beneficiar com uma dieta balanceada, com alimentos que comprovadamente têm ação nos principais sintomas da doença como dor, inflamação, irritabilidade, fadiga, insônia, edema , alergias e infertilidade. A vitamina E por exemplo, presente em óleos vegetais, no germe de trigo, ovos e cereais integrais, melhora a cicatrização dos ferimentos causados por hemorragias internas do endométrio. Basicamente, mulheres com endometriose devem se ater a uma dieta rica em fibras, com muitas frutas e vegetais, devendo eliminar alimentos fonte de gordura animal como carnes e laticínios; mas como a proteína é essencial para a manutenção da imunidade, dar preferência às carnes e laticínios pobres em gordura e aumentar o consumo de proteína vegetal como grãos.

Confira a seguir algumas vitaminas, minerais com suas respectivas funções e onde são encontrados nos alimentos.

Vitamina A: Desempenha funções básicas no organismo, além de ter função antioxidante, atua na integridade estrutural e funcional dos tecidos, no processo de reprodução, forma barreira protetora às infecções, como também participa na síntese dos linfócitos T (células de defesa do organismo).Os principais alimentos a serem consumidos relacionados à endometriose são os de fonte vegetal como a cenoura, o mamão, a abóbora, a manga, tomate e pimentão.

Vitamina B1: Envolvida na transmissão de impulsos nervosos, sabe-se que doses elevadas desta vitamina podem diminuir a dor, as melhores fontes são germe de trigo, semente de girassol, amendoim torrado, feijões, ervilhas e com um pouco mais de moderação a carne de porco magra, gema de ovo e peixes.

Vitamina B6: Mantém a resposta imunológica.Sua deficiência pode causar irritabilidade e depressão, alguns dos sintomas em mulheres com endometriose. Os alimentos mais recomendados são germe de trigo, cereais integrais, leguminosas, batatas, banana e aveia.

Vitamina B12: Esta vitamina quando combinada com a vit. B1 e B6, produzem efeito antiinflamatório e analgésico. As principais fontes são alimentos protéicos como leite, ovos, peixes e queijos. Escolha laticínios com menor teor de gordura.

Vitamina E: Desempenha poderoso efeito antioxidante quando comparada à vit. A e aos ácidos graxos poliinsaturados, como os ác.graxos essenciais. A função antioxidante se dá pela proteção de ác. graxos poliinsaturados essenciais (ômega 6 e ômega 3) que evitam a ação lesiva em tecidos, conhecido como estresse oxidativo. Os alimentos fontes são: óleos vegetais como soja e milho, germe de trigo, ovos, cereais integrais e sementes oleaginosas como nozes, amêndoas. Outra propriedade indireta antioxidante desta vitamina está na síntese de eicosanóides, que são substâncias biologicamente ativas e provenientes dos ác. graxos poliinsaturados. Eles participam de reações inflamatórias, estão diretamente ligados à resistência imunológica, os quais produzem uma resposta diferente no organismo,por exemplo, quando há deficiência de vit. E, existe o aumento do processo inflamatório, mediado pelos ác. graxos ômega 6; já quando há um aumento da vit. E ocorre um mecanismo de defesa do organismo, mediado pelos ác. graxos ômega 3. Os ác. graxos presentes em óleos de peixe podem inibir a formação de implantes endometriais. As principais fontes de ômega 3 são: salmão, sardinha, atum e sementes de linhaça.

Vitamina C: Esta vitamina também tem ação antioxidante, especialmente em conjunto com a vitamina E e A. Participa do processo de cicatrização e reduz a suscetibilidade às infecções. Combinada com bioflavonóides (substâncias antioxidantes encontradas como pigmentos de frutas, verduras e vegetais superiores), reduz a permeabilidade capilar e aumenta a resistência dos micro vasos, que leva a inibição de processos inflamatórios, diminuindo a formação de prostaglandinas inflamatórias e aumentando o catabolismo de ômega 6. São encontrados em frutas cítricas, couve, brócolis, pimentão, frutos da roseira e groselha preta.

Zinco: Exerce funções fisiológicas específicas como crescimento e replicação celular, maturação sexual, fertilidade, reprodução, funções fagocitárias e imunitárias. Sua deficiência pode causar alterações no comportamento, diminuição da imunidade, lesões de pele e alergia cutânea. Os alimentos fontes são: frutos do mar como ostras e mariscos, carnes vermelhas, castanhas, amêndoas e amendoim. Alguns fatores podem interferir na absorção de zinco como:

-Dietas exageradas em fibras e ricas em cálcio;
-Suplementação de sulfato ferroso isolado (deve-se suplementar também o zinco);

Selênio: Poderoso antioxidante poupador de vit. E em muitas reações metabólicas. Em conjunto com vit.A, C e E têm sido usados no tratamento da Endometriose como antiinflamatório. Suas principais fontes são: atum, sardinha, bacalhau, ostra,castanha do Pará, germe de trigo e farinha de trigo integral.


Informações retiradas do site:Guia Endometriose

Prevenção, Preservação e Restauração da Fertilidade

Embora a endometriose não possa ser prevenida, algumas medidas podem minimizar o futuro evolutivo da doença, como:

Diagnóstico Precoce

A hereditariedade da endometriose já é conhecida há algum tempo. Calcula-se que, nestes casos, a incidência pode estar em até 6% nos parentes de primeiro grau e por isto a doença já deve ser suspeitada quando estas mulheres tiverem sintomas, ainda que discretos (cólica, irregularidade menstrual, etc.). Nesta oportunidade, os exames necessários devem ser feitos para elucidação diagnóstica. Quanto mais precoce for a intervenção curativa, maior a chance de evitar as possíveis complicações como a distorção anatômica causada pela doença, entre as outras já comentadas. O pouco conhecimento que a mulher tem sobre a endometriose faz com que muitas delas acreditem ser normal ter cólica menstrual intensa e não procurem um médico. Porém, mesmo quando o fazem, o diagnóstico demora a ser estabelecido. Em geral o tempo entre os sintomas iniciais até o diagnóstico pode alcançar até 10 anos ou mais.

Alimentação, meio ambiente e hábitos

A alimentação é importante para evitar várias doenças do corpo humano. O sistema imunológico também influencia diretamente no desenvolvimento das mesmas, podendo prejudicar principalmente as pessoas que moram em grandes cidades com alto grau de poluição atmosférica. A dioxina, por exemplo, é uma substância tóxica proveniente da combustão de produtos orgânicos e está presente no ar que respiramos e em alguns alimentos que ingerimos. Trabalhos científicos demonstram sua possível interferência no desenvolvimento da endometriose. Estes fatores em conjunto podem piorar a evolução da doença e por isto, uma dieta balanceada e um estilo de vida adequado ajudam a prevenir o surgimento ou o agravamento deste problema de saúde. A endometriose é uma doença da mulher moderna por estar relacionada com ansiedade, estresse e depressão, proveniente de uma exaustiva jornada de trabalho dentro e fora de casa.

Um hábito intestinal normal e regular é imprescindível. A paciente que não evacua regularmente, tem retenção de material fecal e aumento de toxinas e muitas delas deprimem o sistema imunológico. Alimentos ricos em cereais e fibras ajudam a melhorar o ritmo intestinal. A base da alimentação deve ser a dieta macrobiótica, sem laticínios, trigo e produtos animais. Embora as carnes contenham proteínas que podem ser um importante combustível imunológico, algumas delas contêm hormônios femininos, como o estradiol, o que pode estimular ainda mais o desenvolvimento da endometriose. A dieta deve ser balanceada dando-se preferência por vegetais sem agrotóxicos, pois estes prejudicam a imunidade. Os exercícios físicos devem ser incentivados. O peso em excesso deve ser evitado, pois a obesidade além de ajudar a piorar as dores pélvicas, faz com que o acúmulo de gordura aumente a produção de hormônios femininos (estrogênio), que agravam a doença.

Restauração da fertilidade - cirurgias

As cirurgias radicais para a cura da endometriose podem ser eficazes sem a retirada do útero ou ovários. As intervenções devem ser bem indicadas e podem ser realizadas com técnicas conservadoras sem prejudicar o futuro reprodutivo da mulher ou, muitas vezes, restaurando a anatomia do aparelho reprodutor quando ele estiver deformado pela doença. Pelos detalhes e pela complexidade que envolve este tipo de intervenção, o tempo de duração do procedimento cirúrgico pode ser longo, podendo se estender até seis horas dependendo da quantidade de camadas de tecidos e órgãos envolvidos.

As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional e, de nenhuma forma devem ser utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento e au

O custo da Endometriose

Medicamentos

-Antiinflamatórios
-Progestagênios
-Pílula anticoncepcional
-Danazol
-Gestrinona
-Agonistas – GnRh
-Add – back(estradiol)
-Mirena
-Antibióticos
-Antidepressivos


Diagnóstico

-Ultrasson
-Exames de sangue
-Ressonância Magnética
-Colonoscopia
-Raio X
-Densiometria óssea
-Ecocolonoscopia


Cirurgias

-Videolaparoscopia
-Laparotomia
-Histeroscopia
-Histerectomia
-Ressecção-endometrial
-Custo hospitalar


Profissionais envolvidos

-Ginecologista
-Urologista
-Gastroenterologista
-Anestesista
-Radiologista
-Psicólogo


Outros

Tratamento de fertilização
Hospital (internação) em situações de urgências

Falta no trabalho:
▼ Produtividade
▼ Ganhos
▼ Atividades

Endometriose na adolescência

Cólicas fortes na adolescência já podem indicar endometriose. Desde a primeira menstruação ao redor dos 13 ou 14 anos, a doença pode se manifestar e progredir lentamente até a idade adulta, quando os sintomas ficarão mais evidentes e o comprometimento dos órgãos pélvicos poderão ser bastante acentuados. Entre 45 a 70% dos adolescentes com dor pélvica menstrual forte estão os potenciais portadores de endometriose. A cólica menstrual forte na adolescente não deve ser desconsiderada e sim bem avaliada por um ginecologista experiente e atualizado neste assunto, principalmente se houver histórico familiar. Quanto mais precoce o diagnóstico, menor será a chance de complicações futuras como um alto índice de falta na escola, alterações de comportamento ao se auto-excluirem de reuniões sociais e problemas psicológicos em decorrência da cólica e dor pélvica (Gao e cols 2006 e Klein e cols 1981).

Como no adulto, o diagnóstico de certeza deve ser feito pela videolaparoscopia, o que dificulta a conclusão diagnóstica uma vez que frequentemente os pais, por medo dos riscos de internação, preferem adiar a realização deste procedimento. Isto se torna um agravante da doença, pois a demora do diagnóstico pode, segundo estatísticas, chegar até 12 anos, causando piora do quadro. Muitas vezes os sintomas são confundidos com uma outra doença chamada Adenomiose que necessita de acompanhamento e tratamento diferente da endometriose.

O que é a Menopausa ?

Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona e de eliminar óvulos, conseqüentemente a mulher deixa de menstruar.

Mas, para o diagnóstico de Menopausa deve existir um ano ou mais de falta da menstruação (chamada amenorréia) em mulheres que ainda tenham útero e ovários, juntamente com baixos níveis de estradiol (estrogêneo) e altos níveis do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e do Hormônio Luteinizante (LH) (Greendale, 1999).

A Menopausa não é uma doença, mas apenas um estágio na vida da mulher e sua p principal característica é a parada das menstruações. Não existe idade predeterminada para a Menopausa mas, geralmente ela ocorre entre os 45 e os 55 anos. Em alguns casos a Menopausa pode ser mais prematura, ocorrendo a partir dos 40 anos, sem que isto seja um problema.

Em muitas mulheres a Menopausa pode ser anunciada, alguns anos antes, por irregularidades menstruais, menstruações mais escassas, hemorragias, menstruações mais freqüentes. Pode-se chamar esse período de Perimenopausa, a fase que antecede a parada total das menstruações (amenorréia), mas ela não é obrigatória.

Quando essas alterações são na forma de mais de uma menstruação por mês, chama-se de polimenorréia, quando surge com muito sangramento ou muitos dias sangrando, de hipermenorréia. Normalmente a Perimenopausa corresponde aos quatro anos antes da instalação da Menopausa, propriamente dita.

Ao contrário do que muita gente pensa, não há relação entre a precocidade ou atraso da primeira menstruação e a idade mais cedo ou mais tarde da Menopausa, nem tão pouco existe relação entre a idade de familiares da Menopausa e a da pessoa.

Uma palavra que se confunde com Menopausa é Climatério. Climatério é o decréscimo progressivo da capacidade reprodutiva feminina, portanto, estão no climatério todas as mulheres entre 35 e 65 anos de idade.


Sintomas da Menopausa


Os sintomas da Menopausa decorrem, em sua grande maioria, da deficiência de estrogênio. Essa deficiência de estrogênio pode ser observada desde o início do processo da Menopausa (climatério), sendo os mais freqüentes as ondas de calor, crises de sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens. Sintomas psicológicos também podem ocorrer com freqüência e incluem depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido.

Em relação às alterações emocionais possíveis de aparecer na Menopausa, não se pode atribuir exclusivamente à falta de estrogênio, embora isso seja importante. Nas questões emocionais devemos considerar todo o panorama existencial da pessoa menopausada, assim como os elementos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, etc.

Apesar de algumas mulheres não sentirem nada durante o período da Menopausa, a maioria poderá sentir os seguintes sintomas:



-Ondas de calor

-Suores noturnos

-Insônia

-Menor desejo sexual

-Irritabilidade

-Depressão (veja mais em PsiqWeb)

-Ressecamento vaginal

-Dor durante o ato sexual

-Diminuição da atenção e memória


O que a falta de Estrogênio causa

O estrogênio é o hormônio básico da mulher. Sua falta causa, principalmente, as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulheres. Fisiologicamente, a redução progressiva do estrogênio, que acontece na Menopausa, promove efeitos profundos no organismo todo. Em alguns casos a conseqüência dessa deficiência de estrogênio, em longo prazo, propicia sintomas desagradáveis e, algumas vezes, sérias doenças.

O estrogênio é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura, e sua falta causará a diminuição do brilho e da elasticidade da pele, além de produzir uma distribuição de gordura pelo corpo mais masculina que feminina, ou seja, na barriga.

Nos genitais a falta de estrogênio que causa a secura vaginal, que acaba por comprometer o desermpenho e até o desejo sexual, pois torna as relações sexuais dolorosas.

Outra alteração importante causada pela falta de estrogênio é na esfera emocional. A mulher com falta de estrogênio pode ter irritabilidade e depressão. O estrogênio está associado a sentimentos de baixa auto-estima.

O estrogênio também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, tais como do colesterol e triglicérides. Estudos mostram que as mulheres na Menopausa têm uma chance muito maior de sofrerem arteriosclerose e suas conseqüências, tais como ataques cardíacos, doenças cardio-vasculares e demência.

Por último o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos osssos. Após a Menopausa, grande parte das mulheres passará a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, que é responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida.


Porque tratar a Menopausa

Se a Menopausa é um fenômeno natural, porque a mulher a um tratamento? O objetivo do tratamento da Menopausa é melhorar a qualidade da vida da mulher.

As conquistas da ciência, particularmente da medicina, vêm aumentando muito a idade média dos homens e das mulheres, apesar do envelhecimento ser um fenômeno natural e fisiológico.

O maior motivo para um tratamento médico na Menopausa é a qualidade de vida. Hoje a medicina tem meios para minimizar eventuais desconfortos que podem comprometer a qualidade de vida da mulher menopausada e, um dos principais desconfortos que podem ocorrer nessa fase da vida é a osteoporose e suas conseqüências.

Além da prevenção da osteoporose, o tratamento proposto para a Menopausa e seus eventuais dissabores envolve a atenção às alterações emocionais (depressão e ansiedade), da atividade sexual, a prevenção de demência, a preservação da estética feminina, etc.


O que é a Osteoporose

A perda de cálcio que ocorre nos primeiros cinco anos da Menopausa descalcifica os ossos e causa a osteoporose. A conseqüência mais direta da osteoporose é relacionada à fraturas de ossos e entre essas fraturas, as mais graves são das vértebras (na coluna) e de bacia.

O tratamento com hormônios ou com substitutos hormonais reduz a ocorrência de osteoporose e previne fraturas de bacia em 25% e de coluna em 50%. Esse tratamento, para ser mais eficaz, deve ser iniciado logo no início da Menopausa.

O que é Terapia de Reposição Hormonal

Se o que falta na Menopausa é o estrógeno, o mais lógico seria que a reposição hormonal com o estrógeno seja a base do tratamento. Em mulheres que ainda tem o útero é importante associar a progesterona para proteger contra o risco de câncer do endométrio.

Acredita-se que, em relação ao Sistema Nervoso Central, a deficiência estrogênica possa ser responsável por muitos sintomas referidos pelas mulheres com mais de 49-52 anos, tais como fogachos (ondas de calor), suores noturnos e, principalmente, distúrbios do humor.

Outro fator importante a considerar no tratamento de reposição hormonal é na prevenção do risco de doenças cárdio-vasculares, entre elas o infarto e o derrame. O tratamento hormonal pode reduzir as mortes por doenças cárdio-vasculares em aproximadamente 35%.

Estudos recentes revelam que o declínio da memória após a menopausa se associa à deficiência de estrogênio, a qual promove a diminuição da síntese do neurotransmissor acetilcolina e do fluxo sanguíneo cerebral.

As vantagens do tratamento de reposição hormonal seriam:

Redução do Risco de Osteoporose.

Redução dos Riscos de Doenças Cárdio-vasculares.

Melhora da Depressão.

Melhora da Atividade Sexual.

Melhora da Memória com possível prevenção da Doença de Alzheimer.

As desvantagens do tratamento de reposição hormonal seriam:

Custo do Tratamento.

Tratamento Prolongado.

Volta da Menstruação em algumas mulheres.

Agravamento da possibilidade de Câncer de Mama em mulheres suscetíveis.

Devem ser esclarecidos alguns enganos culturais sobre o tratamento hormonal. Por exemplo: sendo bem orientada e conduzida a reposição hormonal, não é verdade que o tratamento com hormônios aumenta os pelos no corpo, que engorda e que causa câncer.



Como se Administram os Hormônios

Existem diversas maneiras de se administrar hormônios, notadamente o estrógeno. Essa administração se faz por via oral, via transdérmica através de cremes ou adesivos na pele, via vaginal, injetável e por implantes subcutâneos (debaixo da pele).

No Brasil as vias mais comuns são a transdérmica e a oral, tendo sido lançado recentemente o implante subcutâneo. Pela via oral podem ser administrados comprimidos de estrógenos e de estrogênios conjugados à progesterona.

Os hormônios de uso transdérmico são feitos sob diversas formas. A mais comum delas são os adesivos, os quais devem ser colocados na pele e substituídos uma ou duas vêzes por semana. Esses adesivos podem conter só o estrógeno ou uma combinação de estrógeno e progesterona.

Outras formas de hormônios transdérmicos são os cremes e aerossóis. Esses têm o inconveniente de necessitarem o uso diário, porém, mas têm a vantagem de não descolar da pele como acontece com adesivos em algumas mulheres.

Os implantes de hormônios são colocados embaixo da pele através de uma agulha mais grossa que as agulhas de injeção e duram 6 meses.



Tratamentos não hormonais

Para as mulheres que não podem usar os estrógenos existem alternativas com medicamentos que diminuem os sintomas e/ou os efeitos da Menopausa. Esses novos medicamentos para Menupausa imitam, até certo ponto, as qualidades do estrógeno sem eventuais efeitos colaterais.

Um desses medicamentos é o raloxifeno, que é um modulador seletivo dos receptores de estrogênio (SERM).

Raloxifeno (Evista®)

O raloxifeno é um modulador seletivo dos receptores de estrógeno e funciona da mesma maneira que o estrógeno, só que sua ação é seletiva, ou seja, exerce somente os aspectos benéficos do hormônio.

O Raloxifeno tem as seguintes vantagens:

Tratamento e Prevenção da Osteoporose.

Possível Redução dos Riscos de Doenças Cárdio-vasculares.

Proteção contra o Câncer de Mama.

Proteção contra o Câncer de Endométrio.

Possível prevenção da Doença de Alzheimer.

Tem as seguintes Desvantagens:

O custo do Tratamento é alto.

Não diminui as ondas de calor

Não diminui a dor à relação sexual.

Não tem efeitos sobre a pele, vagina e a bexiga.



Outro desses medicamentos é a tibolona, um hormônio alternativo e original. Trata-se de um medicamento que imita as qualidades do estrógeno com diminuição dos efeitos colaterais.

Tibolona (Livial®)

A grande vantagem do Tibolona é sua ação específica, agindo diferentemente em cada parte do organismo. Essa substância não tem quase nenhuma ação sobre a mama e sobre o endométrio, que são os locais de risco de câncer e onde os estrógenos geralmente têm ação.

Por outro lado, o Tibolona age sobre a área da sexualidade, melhorando a libido e o desempenho.

O Tibolona tem as seguintes vantagens:

Ação específica sobre o osso, prevenindo a osteoporose.

Ação específica sobre o coração com possível redução dos riscos de doenças.

Possível nenhuma ação na Mama.

Possível nenhuma ação no Endométrio.

Possível prevenção da Doença de Alzheimer.

Aumenta a libido.

Melhora a mucosa vaginal.


Cuidados sobre a Terapia Hormonal

A Terapia de Reposição Hormonal nunca deve ser iniciada sem supervisão médica. Essa supervisão deve ser periódica, mesmo que esteja dando certo e tudo esteja bem.

A Terapia de Reposição Hormonal nunca deve ser abandonada sem a supervisão médica. As vantagens da Terapia de Reposição Hormonal só se obtêm se seu uso for supervisionado e, principalmente, continuado.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Que São Endometriomas?

"A endometriose acomete 40 a 45% das pacientes com infertilidade. Destas, 22% apresentam b][endometriomas ovarianos, diagnosticados por ultra-sonografia transvaginal como sendo lesões císticas com conteúdo espesso no seu interior (hipoecogênicas) ou simulando imagens vegetantes na parede do cisto (heterogêneas), sem fluxo vascular[/b] ao estudo com Doppler colorido.

Quando os resultados não são satisfatórios com drogas, o método de escolha para o tratamento dos endometriomas é a laparoscopia ou a laparotomia. Nas pacientes com recidiva das lesões já tratadas previamente com procedimentos cirúrgicos e farmacológicos, pode-se realizar punção aspirativa por via vaginal.

O procedimento de punção de lesões ovarianas císticas é seguro e de uso diário, aceito mundialmente. Contudo, em ginecologia, existe o medo de espalhar células malignas para a cavidade abdominal e o risco do resultado ser falso-negativo, quando da suspeita de lesão maligna.

Por isso existem critérios para seleção da paciente com endometrioma a ser puncionada:

(a) que a paciente já tenha diagnóstico prévio de endometriose ovariana por laparoscopia;

(b) que a paciente venha sendo acompanhada com estudos seriados de ultra-sonografia transvaginal,

(c) que o padrão ecográfico com ou sem Doppler colorido seja característico de endometrioma,

(d) que já tenha sido feito tratamento prévio com drogas ou cirúrgico, sem resultados,

(e) níveis baixos na dosagem do Ca 125, (f) na paciente com endometrioma submetida à estimulação ovariana controlada, deve-se puncionar todos os folículos e no mesmo procedimento esvaziar e lavar as lesões endometrióticas."

Fonte: Fertilidade e Infertilidade Humana - 1ª. Ed. - 1997

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